O que é uma língua artificial? – Tu podes saber

queremos aprender Esperanto

Provavelmente já ouviste falar de línguas artificiais, como o Esperanto, o Vulcano, ou as línguas dos elfos do Senhor do Anéis, (Quenya e Sindarin).Mas, afinal… O que é uma língua artificial, ou construída? Para que serve? Já vais saber. As línguas artificiais existem pelo menos desde o Século XII. Ou seja, não são nada de novo. Uma  língua artificial é criada, essencialmente, por um de três motivos: para uso como língua auxiliar ou língua franca, para fins artísticos ou recreativos, ou para um uso em meios secretos. Vou explicar melhor.

Línguas auxiliares ou línguas francas

As línguas auxiliares, como o Esperanto, procuram dar resposta ao desejo e conveniência de ter uma língua de uso entre diferentes povos, sem ter de recorrer forçosamente ao idioma natural de nenhum desses povos. Desde o Século XIX surgiram diversos idiomas construídos justamente para este fim. A ideia é a criação de uma língua, fácil de aprender, normalmente baseada em uma ou várias línguas naturais, com uma gramática simplificada, para possibilitar uma boa comunicação entre os povos, com igualdade. A questão da igualdade é muito importante para os promotores das línguas francas: o uso de uma língua nativa de um povo na comunicação entre diversos povos é uma imposição cultural, cria desigualdades e injustiças. É justamente isso que se passa com o Inglês. O Inglês é utilizado como uma língua franca, algo muito favorável para os países cuja língua nativa é o Inglês, mas que cria desvantagens para os povos que a têm como segunda língua.

Um organismo que tem vindo a analisar este problema é a própria União Europeia. A despesa anual da UE com traduções, tradutores e custos relacionados é  superior a mil milhões de euros. Isto porque a UE tem 24 línguas oficiais. Muitos sugerem o uso do Inglês como único idioma oficial de trabalho na União (ao passo que o Alemão é a língua mais falada no seio da Europa, o que seria permite desde logo concluir que este assunto trará polémica). Em contrapartida, o uso do Inglês como idioma de trabalho na UE poderia aliviar as despesas da União… mas aumentaria as despesas dos países, para traduzirem eles próprios, a legislação, e toda a documentação para os seus próprios idiomas, e criaria injustiças para todos os cidadãos europeus que não dominam o inglês. Alguns têm sugerido que a solução é o uso de uma língua neutra, uma língua franca, como língua de trabalho.

O Esperanto é apontado como sendo a melhor alternativa para este fim. O Esperanto tem 100 anos de história, tem uma apreciável comunidade de falantes, próximo de um milhão, e está mais implantado, tem mais material para estudo que qualquer outra língua deste tipo. Mas há outras línguas bastante interessantes, e algumas até mais familiares e acessíveis, como é o caso do Idiom Neutral, uma língua que me despertou a atenção. O Idiom Neutral existe desde 1902, esteve parado durante muitos anos, mas nos últimos anos tem ressurgido um interesse pela língua.  Eis um pequeno excerto de um texto em Idiom Neutral. Tenta perceber, verás que é fácil entender o texto:

In “Dialogi” de Platon sert episod es. Un yuno familiar ko Sokrat, nomed Hipokrat, voluav andar a Protagor pro aprendar da il di sapientitet. On dikav, ke Protagor es “sofist”, tal hom, kel konos, kuale diskursar. Sokrat exprim dubi, eske Hipokrat komprend, di kekos il volu aprendar. Hipokrat no potes eksplikar it. Eltempe Sokrat dik:

– Ke es? Eske tu konos, a kual perikl tu ekspos tue anim? Dikam, kuande tu avav nesesitet konfidar tue korp a kelk-hom e tu no konosav, eske it esero san u damnos pro tu, elkase tu aut multe meditav, eske konfidar u no konfidar, ed vokav amiki e homi de tue dom pro konsultasion, e debatav it durantu diurni. Ma kuande tem es di anim, kel tu nedubiante estim plu ka korp, kause de ke anim esero plu bon u plu mal, elkos depend, eske tue aferi esero plu u minu suksesiv, ist-kase tu no konsultav ni ko tue patr, ni ko tue fratr, ni ko kelk-hom eks noi, tue amiki, eske konfidar u no konfidar tue anim a ist aliener. No anteriore de pre-sidiurnik vespr, sekuante tue paroli, tu audiav di il, e ya sidiurne tu and in komensant matin, negligante ke tu no meditav e no konsultav, eske konfidar tu a il, u no, tu nemediate es parat spendar tue mon e mon de tue amiki, kuale if tu ya aprendav, ke tu serte neses esar proksim a Protagor, negligante ke tu dik, ke tu no konos il, e tu no parlav ko il in kelk-temp. Tu nom il “sofist”, ma reale tu totale no konos, kekos es “sofist”, ma tu av intension konfidar tu a il. Lê o resto deste texto.

Algumas línguas auxiliares: Esperanto (a mais faladas das línguas artificiais, em termos absolutos), o Ido, o Idiom Neutral ou o Volapuk.

Continua a ler:  Sabes contar até dez em… As curiosas línguas artificiais>>>

Links:

Aprende a contar em duzentas línguas. Site em português.

Blog in Idiom Neutral, o Vok Neutral.

Lingu Neutral, outro blog em idiom neutral.

Gramática de Idiom Neutral.

Tu podes partilhar:Share on FacebookShare on LinkedInShare on Google+Share on TumblrShare on StumbleUponTweet about this on TwitterShare on RedditPin on PinterestEmail this to someonePrint this page
m4s0n501